Mitologia e Carnaval: os 5 Deuses que Originaram a Maior Festa do Mundo

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O carnaval tem raízes muito mais antigas do que os blocos e as escolas de samba. O carnaval aparece em diversas partes do mundo como uma festa antiga de costumes devotos à natureza mitológica, à fartura em excesso e a deuses que foram esquecidos com o passar das eras.

Conheça os 5 deuses que moldaram essa festa milenar e que ainda vivem na memória da humanidade

Quais são os antigos deuses que deram origem ao Carnaval?

Já que temos tanta saudade e curiosidade de descobrir mais sobre as origens do carnaval do Brasil, por que não dar uma olhada em algumas delas? Portanto, aqui estão resgatados 5 deuses, culturas, lendas e lugares, que juntos influenciaram o carnaval como ele é hoje.

  1. Dionísio, o deus grego
  2. Saturno, o romano
  3. Luperco das lupercálias
  4. Ísis e Osíris do Antigo Egito
  5. O Rei Momo do Brasil

I. Dionísio, o Deus Grego das festas e do vinho

Deus do Vinho, Dionísio da mitologia grega, um dos antigos deuses do carnaval
Deus do Vinho, Dionísio da mitologia grega, um dos antigos deuses do carnaval

Por volta de 520 a.C., grandes comunhões se reuniam para louvar Dionísio, deus do vinho, da natureza e da fecundidade, da loucura e do teatro. Dreams Park Show As chamadas “festas dionisíacas” celebravam a fertilidade do solo e os prazeres da vida.

O culto a Dionísio era bastante consolidado na Grécia. Em Atenas, acontecia um festival chamado Dionisía, com participação de atores, santuários e teatros dedicados ao deus. Os romanos o chamavam de Baco. As festas em sua homenagem ficaram conhecidas como bacanais.

As festividades gregas se concentravam em Atenas e celebravam a maturação do vinho. A festa durava três dias e tinha data próxima ao carnaval atual, ocorrendo entre janeiro e fevereiro.

Partenon, Templo de Atenas na Grécia
Partenon, Templo de Atenas na Grécia
  • Se você tem uma veia curiosa sobre mitologias e antiguidades, então o Maravilhas do Mundo tem uma réplica, do Partenon – templo de Atena, deusa grega da sabedoria e justiça – enaltecida entre outras várias arquiteturas mundiais.

II. Saturno, o Deus Romano da agricultura e da liberdade

Na mitologia romana, Saturno era o deus relacionado às colheitas. A Saturnália era celebrada na semana do solstício de inverno, quando ocorre a noite mais longa do ano.

A Saturnália era realizada em 17 de dezembro do calendário Juliano. O feriado era comemorado com sacrifício no Templo de Saturno, banquete público e uma atmosfera de carnaval que derrubava as normas sociais romanas. Por sete dias e sete noites, até escravos e senhores celebravam em pé de igualdade.

Saturnália, festa em homenagem ao deus Saturno, um dos antigos deuses do carnaval
Saturnália, festa em homenagem ao deus Saturno, um dos antigos deuses do carnaval

No festival, o melhor dos dias”, como descrito pelo poeta Cátulo (87 ou 84 a.C. – 57 ou 54 a.C.), ocorreria um tipo de sacrifício animal, seguido de um grande banquete público e a troca de presentes em privado.

Mas festas que se seguiam nas Saturnálias eram polêmicas. Nelas, haviam as trocas temporárias de papéis sociais; aos escravos era permitido sair, desfrutar da liberdade nas ruas de Roma e então ir se divertir até com os próprios senhores.

Escolas e tribunais não funcionavam, assim como nos feriados modernos. Assim, as comemorações só terminavam quando chegava a época de purificação, também famosa por suas festas orgíacas, as chamadas lupercálias.

III. Luperco, o Deus Romano da purificação

Interior do Coliseu em Roma, Itália, no Maravilhas do Mundo
Interior do Coliseu em Roma, Itália, no Maravilhas do Mundo

Luperco, Pã ou mesmo Fauno, são todos nomes que remetem ao mesmo deus, que foi símbolo da festa carnavalesca mais assombrosa de todos os tempos: as Lupercálias.

A Lupercália acontecia em fevereiro, mês das divindades infernais, dedicada a Luperco, deus dos campos e rebanhos e protetor dos lobos, símbolo de Roma.

Por volta dos anos de Júlio César (100 a.C. – 44 a.C.), as Lupercálias ganharam uma gigantesca popularidade dentro da sociedade romana. De acordo com a cultura dos romanos, o festival era uma purificação do sangue para a procriação.

  • Fato interessante: Julius Caesar – a peça de William Shakespeare, é situada durante a Lupercália.

As festas de purificação começavam com sacerdotes vestindo peles e galhos, banhando-se no sangue de animais sacrificados. Então, lavava-se o sangue com leite, para completar o ritual e “limpar” Roma. Tudo em nome de Luperco.

Acredita-se que essa tradição tenha originado o que hoje, no hemisfério norte, se dá o nome de Dia dos Namorados, ou o dia de São Valentim (Valentine’s Day). Apesar de ter passado por várias reformulações ao longo das eras, existem traços semelhantes às crenças romanas ainda em vigor no Valentine’s Day:

  • A cor vermelha: remetendo os sacrifícios durante a Lupercália;
  • A cor branca: significativa do leite usado para limpar o sangue.

IV. Ísis, a Deusa Egípcia dos carros alegóricos

Pirâmides do Egito e Esfinge, em exposição do Maravilhas do Mundo do Dreams Park Show
Pirâmides do Egito e Esfinge, em exposição do Maravilhas do Mundo do Dreams Park Show

Estamos falando da festa que provavelmente originou os tradicionais carros alegóricos do carnaval no Brasil.

Uma vez que celebrado no Antigo Egito, um barco que percorre o Rio Nilo liderando orações e cortejos à deusa egípcia Íris, traria a proteção pela devoção aos navegantes e a todo povo. Esse ritual se chamava Navigium Isidis, que significa “a barca de Ísis”.

Na mitologia egípcia, Íris era irmã e esposa de Osíris, deus das lavouras e da boa fortuna. A lenda conta que Ísis, bem como Osíris tinham um irmão chamado Seth, desvairado de violento e manipulador, que convenceu Osíris a entrar numa caixa de madeira e depois o atirou no Nilo, causando sua morte.

Assim que, Íris lamentou tanto, que usou seus poderes mágicos para trazer o irmão de volta a vida. Ademais, o mito se conclui com Osíris tomando o título de governante da terra dos mortos, aquele que dá o dom da vida após a morte para os que chegavam ao mundo subterrâneo.

V. Momo, o Deus Grego da ironia e rei do carnaval

Rei Momo do Brasil e Momo, deusa da ironia da mitologia grega
Rei Momo do Brasil e Momo, deusa da ironia da mitologia grega

Momo tem aparência rechonchuda e extravagante, que representa a fartura em excesso e a ousadia personificada num corpo masculino. A figura de Momo que se tem hoje é bem descrita para os tempos de carnaval e samba, mas sua origem remonta uma personalidade muito mais antiga.

O nome do rei é, na verdade, emprestado da mitologia grega. Pois, Momo, Filha de Nix, era a personificação do sarcasmo, avaria e delírio, deusa dos poetas e dos escritores.

Momo foi expulsa do Olimpo, diz a lenda, devido ao seu jeito irônico. Com o passar do tempo acabou se perdendo em termos de gênero e aparência, visto que usava máscaras e um chapéu fanfarrão de guizos. Soa familiar?

Mitologia Viva no Maravilhas do Mundo

Essas histórias não ficaram só nos livros. Se você tem curiosidade sobre mitologias e antiguidades, o Maravilhas do Mundo tem uma réplica do Partenon, templo de Atena, deusa grega da sabedoria e justiça, enaltecida entre outras arquiteturas mundiais.

No Museu de Cera Dreamland, você encontra personagens históricos e culturais que atravessaram séculos. As duas atrações ficam dentro do Dreams Park Show, em Foz do Iguaçu. Cultura, história e entretenimento reunidos em um único complexo.

Descubra a Mitologia de Perto no Dreams Park Show

O Maravilhas do Mundo é uma das experiências mais fascinantes do complexo. Você percorre réplicas dos monumentos mais icônicos do planeta e mergulha na história e nas culturas que moldaram o mundo. É o tipo de passeio que encanta adultos e desperta a curiosidade das crianças.

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FAQ — Mitologia e Origem do Carnaval

Qual deus deu origem ao carnaval?

O carnaval tem origem em múltiplas culturas e deuses. Dionísio, na Grécia, foi o primeiro a inspirar festas de fartura e celebração. Saturno, em Roma, originou as Saturnálias. Ísis, no Egito, inspirou os cortejos que deram origem aos carros alegóricos.

Quem é Dionísio na mitologia grega?

Dionísio é o deus do vinho, das festas, da alegria e do teatro na mitologia grega. Era filho de Zeus com uma mortal e tornou-se deus olímpico. Os romanos o chamavam de Baco, e as festas em sua homenagem ficaram conhecidas como bacanais.

O que são as Saturnálias?

As Saturnálias eram festas romanas em homenagem ao deus Saturno, celebradas no solstício de inverno. Durante sete dias, as hierarquias sociais eram suspensas e todos comemoravam em igualdade. São consideradas precursoras diretas do carnaval moderno.

O que é o Navigium Isidis?

O Navigium Isidis era um ritual egípcio em homenagem à deusa Ísis. Um barco percorria o Rio Nilo em procissão, pedindo proteção aos navegantes. Esse cortejo é considerado a origem dos carros alegóricos do carnaval brasileiro.

Onde posso explorar a mitologia em Foz do Iguaçu?

No Maravilhas do Mundo, dentro do complexo Dreams Park Show, você encontra réplicas dos monumentos mais icônicos do planeta, incluindo o Partenon. Uma imersão cultural completa para toda a família.

Argumento: Paula Canella

Imagens: Mateus Dias

Capa: Maurício Araujo

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